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Carol Neves
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 08:05
O atestado de óbito da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, indica que a causa da morte foi um disparo de arma de fogo na cabeça. O documento mostra que o tiro provocou traumatismo cranioencefálico, levando ao óbito. O corpo foi liberado pela Polícia Técnico-Científica de Goiás na terça-feira (3), e o velório ocorrerá em Uberlândia (MG).>
Daiane estava desaparecida havia cerca de 40 dias quando seus restos mortais foram encontrados, em 28 de janeiro, já em avançado estado de decomposição. Devido às condições do corpo, a identificação só foi possível por meio de material genético retirado dos dentes.>
Corretora estava desaparecida desde dezembro
O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso sob suspeita de cometer o crime. Já o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de dificultar o andamento das investigações. Ambos permanecem presos temporariamente.>
De acordo com a polícia, Cléber seria o único com meios e motivação para o assassinato. O advogado dele, Felipe de Alencar, afirmou que o síndico confessou ter usado uma arma para matar a corretora e que continua colaborando com as autoridades. Ele também informou que o laudo pericial ainda não foi anexado ao processo. A defesa de Maicon Douglas não foi encontrada.>
As investigações apontam que o crime teria relação com desentendimentos entre a vítima e o síndico. O conflito teria começado depois que Daiane passou a morar no edifício e assumiu a administração de seis apartamentos pertencentes à família do suspeito, tarefa que antes ficava sob responsabilidade dele.>
A última vez em que a corretora foi vista ocorreu às 19h do dia 17 de dezembro, quando câmeras registraram sua descida de elevador rumo ao subsolo do prédio para verificar a falta de energia em seu apartamento. Oito minutos depois, outra moradora também utilizou o elevador para o mesmo andar e não percebeu qualquer situação estranha. Segundo a polícia, o homicídio teria ocorrido nesse intervalo.>
A investigação indica que Daiane desceu ao subsolo para acessar o quadro de energia após notar que apenas sua residência estava sem luz. O corte seletivo de energia em apartamentos seria uma prática recorrente do síndico. Ela levava o celular e registrava a situação em vídeo, o que pode ter provocado um novo desentendimento entre os dois momentos antes do crime.>