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O que síndico, filho e porteiro disseram à polícia sobre morte de corretora em subsolo de prédio

Depoimentos revelam discussão, possível tentativa de ocultar provas e esclarecem papel de funcionário ouvido

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 08:39

Síndico confessou crime e indicou onde estava corpo de corretora
Síndico confessou crime e indicou onde estava corpo de corretora Crédito: Reprodução

Os depoimentos prestados à Polícia Civil ajudaram a esclarecer as circunstâncias da morte da corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, encontrada após 42 dias de desaparecimento em uma área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas (GO), onde morava.

As oitivas reuniram relatos do síndico do prédio onde a vítima morava, do filho dele e do porteiro do condomínio, cada um com versões específicas sobre os fatos ocorridos no dia do crime.

Policiais durante buscas pelo corpo da corretora Daiane Alves por Divulgação/Polícia Civil

Síndico: discussão no subsolo

Em depoimento, o síndico Cleber afirmou que teve uma discussão com Daiane no subsolo do prédio logo após ela sair do elevador. Segundo ele, a corretora estava filmando os padrões de energia elétrica quando o desentendimento começou. Cleber relatou que a conversa se tornou acalorada e terminou com a morte da vítima. Ele é investigado por homicídio e ocultação de cadáver, mas não deu detalhes sobre a forma como o crime foi cometido.

O delegado André Luiz explicou que a motivação do assassinato pode estar relacionada a conflitos anteriores entre Daiane e o síndico, principalmente envolvendo a administração de seis apartamentos no condomínio. Eles tinham longo histórico de desentendimentos, em casos que já estavam na Justiça, inclusive. De acordo com a Polícia Civil, o local dos disjuntores de energia é um ponto cego das câmeras de segurança, e o suspeito teria utilizado as escadas para evitar ser filmado.

Policiais durante buscas pelo corpo da corretora Daiane Alves por Divulgação/Polícia Civil

Filho: suspeita de atrapalhar a investigação

Segundo a Polícia Civil, Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, foi preso suspeito de tentar interferir no andamento das investigações. Em depoimento e conforme apuração da polícia, ele teria entregue um celular novo ao pai, o que pode indicar uma tentativa de dificultar a obtenção de provas em caso de apreensão do aparelho.

Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado André Luiz afirmou que a prisão tem o objetivo de apurar se essa possível atuação ocorreu apenas após o crime ou se já vinha acontecendo desde o momento do homicídio. A investigação também apontou que o assassinato ocorreu no subsolo do condomínio, em um local sem cobertura de câmeras.

Porteiro: esclarecimentos sobre troca de turno

O porteiro do prédio também foi ouvido durante a investigação para esclarecer divergências nos relatos sobre a troca de turno da portaria. A troca aconteceu no mesmo horário do desaparecimento de Daiane, o que levou a polícia a solicitar o depoimento do funcionário.

Segundo a Polícia Civil, não há indícios de envolvimento do porteiro no assassinato ou na ocultação do corpo. Ele aparece no inquérito apenas como testemunha e foi liberado após prestar depoimento.

A polícia informou que as investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização do síndico apontado como autor do crime e esclarecer a eventual participação do filho dele após a morte da corretora. A reportagem não conseguiu contato da defesa do acusado. 

Tags:

Daiane Alves de Souza