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Último dia de pré-carnaval leva fantasias estilosas e inusitadas para a avenida

Habeas-copos, que acontece no Circuito Tapajós (Ondina-Barra0 concentra mais a turma Millenium 40+ e as crianças

  • Foto do(a) author(a) Moyses Suzart
  • Moyses Suzart

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 21:19

Habeas-copos 2026
Iury Melo inova na fantasia a cada ano do Habeas-copos Crédito: Sora Maia/CORREIO

pré-carnaval é uma folia à parte e podemos provar. Nesta quarta-feira (11), o Habeas-copos teve clima de despedida para quem prefere apenas o esquente da festa oficial, com uma festa mais poket, com bandinhas de fanfarra, fantasia e gente de toda idade. "Amanhã já viajo para Guarajuba e passo o Carnaval lá. Há 3 anos curtimos tudo que o pré oferece, furdunço, fuzuê, Preguiça, Além do Carmo e nos despedimos no habeas. Agora é sombra e água fresca", disse a folia pré-carnavalesca, Judith Costa, que corre dos grandes trios, mas ama o Carnaval.

É diferente, de fato. O Habeas-copos, por exemplo, concentra mais a turma Millenium 40+ e crianças. A tranquilidade é tanta, que deu até para Enrico Noblat correr pelo circuito Sérgio Bezerra dando vida ao seu personagem, ou melhor, a sua fantasia de agente de limpeza. Levou até um saquinho preto pra catar umas latinhas.

Habeas-copos 2026 por Sora Maia/CORREIO

"Ele encarnou na fantasia, disse que queria ir com seu saquinho preto e brincar de catar latinha. O pior é que a gente que tem que segurar o saco, né?", disse a mãe do nosso herói, Patrícia Noblat, enquanto a avó segurava o saco com três latinhas.

No bloco 37,5, o primeiro a sair oficialmente no habeas, muitas fantasias estilosas que lembram os carnavais de Veneza, chiquérrimo, com artistas de perna de pau, mas no meio do bloco uma fantasia tirava toda atenção do glamour: um folião fantasiado do emoticon do cocozinho. Era uma disputa tirar foto com ele, que nas horas vagas é médico.

"Todo ano é uma coisa nova. 2024 foi porquinho, ano passado foi vaquinha, agora o cocô. Engraçado é depois, os pacientes com vergonha de perguntar se era eu mesmo. Imagina agora, com esta fantasia", disse Iury Melo, doutor e folião, não necessariamente nesta ordem.

Fantasia é o que não falta no pré-carnaval. E, logicamente, todo ano há uma tendência que dita a maioria da galera. Fã de Ivete Sangalo, adivinha quem foi a fantasia de Apoliana Carvalho. Dela e das amigas... "Vampirinhas, né? Desde que Ivete lançou ano passado, já pensamos na fantasia. Há oito anos saímos de Fortaleza para curtir o Carnaval de Salvador. E tudo é carnaval, desde a compra da passagem, o pré-carnaval e o principal, tudo mexe. Mas com certeza este pré é o dia da fantasia", disse ela, representando as amigas.

A fantasia coletiva não ficou restrita as amigas cearenses. Sempre pensando numa fantasia representativa, Talita Prado teve a ideia de vestir toda sua turma, oito no total, da série de heróis Power Rangers. Claro, com algumas modificações mais apimentadas. "O que mais amo no pré é justamente o momento das fantasias, um momento dos velhos carnavais, sem o tamanho da festa principal. Aqui é bom que temos dois tipos de carnaval. Eu não abro mão de nenhum", disse Talita, de Itabuna.

Um ponto reflexivo é o crescimento dos bloquinhos. E com o crescimento, uma prática antiga da parte grande do carnaval veio junto: as cordas. Bloquinhos maiores, como o Quero +, mostrava diversão, mas também aperto tanto para quem estava dentro, quanto para que estava fora, que acabava levando aquela empurrada da corda, como na parte oficial dos velhos carnavais.

Apesar da observação, o clima era de paz. Turistas desavisados já achavam até que era o Carnaval a vera. "Quando passa Ivete", disse uma turista chilena, Bela Figueroa. "Isso não é ainda carnaval?", disse, espantada, enquanto seu marido pulava loucamente a fanfarra cantando "Maracangalha", de Caymmi.

A noite dos mascarados já entrava no clima de despedida, se ser despedida. Só em Salvador que o fim é o começo. O tempo foi passando no habeas e parece que a transmutação estava ganhando forma. Os idosos mascarados foram se despedindo, crianças retornando aos seus lares. O rosto foi mudando. Já era possível ver gringas piscando para policiais da tropa de choque, mesmo com os seus namorados também gringos do lado. As fantasias mais picantes tomavam conta do recinto, era a loucura pegando pressão. O pré-carnaval, uma espécie de banho-maria da folia principal estava pegando pressão. Agora o tempero já estava dentro do caldeirão para a moqueca de caos que é o nosso carnaval. Segura a pressão, pai. A zorra começou!

O projeto Correio Folia é uma realização do Jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.

Tags:

Carnaval Carnaval 2026 Pré-carnaval Fantasia Habeas-copos