Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Bruno Wendel
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 05:00
A frase “a vingança é um prato que se come frio” ajuda a explicar a trajetória do traficante conhecido como “Poco”, ex-integrante do Bonde do Maluco (BDM), na Ilha de Itaparica. Há cerca de três anos, ao desertar da facção, ele passou a ser jurado de morte e escapou de sucessivas emboscadas. >
Com a cabeça a prêmio, acabou se aliando ao Comando Vermelho (CV). Tempos depois, articulou uma ofensiva de grandes proporções contra antigos rivais. A ação contou com a chegada de um bonde de Salvador, formado por cerca de 15 homens, que se uniu a traficantes locais.>
O grupo conseguiu tomar Aratuba e, posteriormente, ocupar Cacha Prego e Berlinque. Desde então, “Poco” ganhou prestígio no CV. Atualmente, ele atua como gerente do chamado “Cone Sul”, área que engloba Aratuba, Berlinque e Tairu. >
"Poco" do CV partiu para vingança contra ex-comparsas do BDM
‘Rainha de Paus’ do CV no Cone Sul de Itaparica>
Apontado como um dos principais criminosos do Baralho do Crime, o traficante conhecido como “Rainha de Paus” é considerado o maior nome do tráfico atualmente na Ilha de Itaparica. A carta traz o rosto de Ângelo Martins de Cerqueira Neto, o “Tio Chico”, procurado pela polícia por envolvimento em homicídios.>
Segundo investigações, ele comanda o transporte de drogas e armas do Comando Vermelho no chamado Cone Sul, que engloba Aratuba, Berlinque e Tairu. De acordo com um morador de Tairu, “Tio Chico” dá as ordens, enquanto “Pôco”, gerente da facção, executa as ações. A ofensiva contou com reforços vindos de Salvador.>
Com isso, o grupo avançou pelo Recôncavo e reduziu a atuação da facção rival Katiara a Nazaré e São Roque do Paraguaçu. >
CV: "Tio Chico" comanda o tráfio no "Cone Sul", na Ilha de Itaparica
Mineiro sequestrado em Itaparica>
Um corpo que pode ser do mineiro Daniel Araújo Gondim está no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para identificação. Ele foi sequestrado há mais de três meses em Barra do Pote, na Ilha de Itaparica, após a família pagar R$ 3 mil pelo resgate. >
O cadáver foi encontrado enterrado em uma área de charco, nos fundos de uma casa abandonada na Rua Neide Mota, em Barra Grande. A região é controlada pelo Comando Vermelho. >
Segundo o delegado Leandro Mascarenhas, titular da 24ª Delegacia Territorial (Vera Cruz), a confirmação depende dos laudos periciais. >
Pai mantém fé e agredida que irá abraçar filho sequestrado