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A psicologia afirma: quem nasceu nas décadas de 1960 e 1970 têm essas 8 qualidades mentais cada vez mais raras hoje em dia

Viver sem internet e sem pressa treinou foco, paciência e autocontrole que hoje nem sempre se desenvolvem do mesmo jeito

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 09:00

Psicólogos observam que o cotidiano da época favoreceu maturidade emocional e adaptação diante de problemas reais.
Psicólogos observam que o cotidiano da época favoreceu maturidade emocional e adaptação diante de problemas reais. Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A forma como uma geração cresce deixa marcas. Para psicólogos, quem passou a infância e a adolescência nas décadas de 60 e 70 foi “educado” por um ambiente com menos distrações digitais e mais convivência direta, o que fortaleceu certas competências mentais.

Esse cenário ajudou a treinar resiliência, paciência e autonomia. Hoje, com estímulos constantes e recompensas imediatas, essas qualidades aparecem com menos frequência, o que chama a atenção de pesquisadores e profissionais.

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Por isso, ao olhar para aquela época, psicólogos destacam oito pontos recorrentes. A lista não idealiza o passado, mas explica como o contexto cotidiano pode influenciar foco, regulação emocional e capacidade de resolver desafios.

Foco treinado no dia a dia

Sem múltiplas telas disputando atenção, era mais comum ficar concentrado por longos períodos. Assim, ler um livro inteiro, estudar sem interrupção e terminar uma tarefa viravam hábitos, não exceções.

Como resultado, a pessoa aprendia a administrar distrações e a persistir. Isso tende a apoiar memória e raciocínio, além de reduzir a frustração quando algo exige tempo para dar certo.

Expectativas alinhadas com uma vida mais simples

O consumo era mais contido e a substituição de objetos não fazia parte da rotina. Desse modo, satisfação dependia menos de “ter sempre mais” e mais de aproveitar o que já estava disponível.

Além disso, a comparação social tinha menos combustível. Com menos vitrines digitais, as decisões de compra e estilo de vida sofriam menos pressão, o que favorecia estabilidade emocional e senso de suficiência.

Capacidade de suportar incômodos sem urgência

Nem tudo era resolvido imediatamente, e isso ensinava a conviver com pequenos desconfortos. Por isso, era comum manter a calma, avaliar opções e agir com mais paciência diante de contratempos.

Consequentemente, a regulação emocional ficava mais consistente. A pessoa não interpretava qualquer incômodo como crise, o que ajuda a tomar decisões com menos impulsividade e mais clareza.

Disciplina e constância como caminho para avançar

O cotidiano reforçava que o resultado costuma nascer do esforço repetido. Assim, estudar, trabalhar e persistir eram vistos como ações que realmente mudam a trajetória, em vez de depender apenas de sorte.

Ao mesmo tempo, isso alimentava autonomia e responsabilidade. Quando o progresso vinha, ele era associado ao próprio empenho, o que fortalece confiança e disposição para enfrentar desafios maiores.

Recompensas que exigem espera

Planejar e aguardar fazia parte de quase tudo. Desse modo, a gratificação vinha depois: juntar dinheiro, organizar uma compra ou conquistar um objetivo envolvia tempo e paciência, não apenas um clique.

Por isso, a tolerância à frustração ficava mais treinada. A pessoa aprendia a sustentar metas e a evitar decisões apressadas, porque entendia que alguns ganhos só chegam com processo.

Conversa presencial para resolver conflitos

Boa parte dos conflitos era resolvida cara a cara. Assim, o treino de diálogo incluía ouvir, responder, negociar e sustentar o desconforto do assunto sem “se esconder” atrás de uma tela.

Além disso, esse modelo fortalece empatia e assertividade. A leitura de sinais sociais, como expressão e tom de voz, ajuda a reduzir ruídos e a construir acordos com mais rapidez.

Separar emoção de decisão

Muitas pessoas dessa geração desenvolveram o hábito de não decidir no calor do momento. Por isso, respirar, pensar e escolher com mais frieza virava uma estratégia prática para evitar arrependimentos.

Consequentemente, decisões importantes ficavam menos reativas. Esse filtro protege contra impulsos, evita conflitos desnecessários e favorece escolhas alinhadas com objetivos, mesmo quando o ambiente está intenso.

Resiliência que nasce do “testar e ajustar”

Resolver problemas exigia tentativa e erro com recursos limitados. Assim, a pessoa experimentava, falhava, aprendia e refinava a solução, construindo competência na prática, e não por instruções prontas.

Como resultado, a autoconfiança se fortalecia. A sensação de “eu consigo dar um jeito” cresce quando o aprendizado vem da superação, o que também aumenta tolerância ao fracasso e persistência.

Lista rápida das oito qualidades

- atenção sustentada

- expectativas moderadas

- tolerância ao desconforto

- valorização do esforço

- paciência com recompensas

- conflito resolvido presencialmente

- decisão com regulação emocional

- resiliência por tentativa e erro