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Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro: entenda a complicação que afetou a saúde de Isabel Veloso após transplante

Influenciadora de 19 anos está internada na UTI e foi diagnosticada com a condição após passar por um transplante de medula óssea

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 13:31

Isabel Veloso
Isabel Veloso Crédito: Reprodução

Internada desde o dia 4 de dezembro, a influenciadora digital Isabel Veloso, de 19 anos, enfrenta uma nova e delicada etapa do tratamento de saúde. Ela foi diagnosticada com Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH), uma complicação possível após o transplante de medula óssea, realizado em outubro de 2025.

A informação foi compartilhada pelo pai da jovem, Joelson Veloso, que relatou nas redes sociais a angústia da família diante da espera por respostas médicas e da instabilidade do quadro clínico. Segundo ele, o período tem sido marcado por incertezas, decisões difíceis ao longo do tratamento e sentimentos de apreensão diante das possíveis consequências do transplante.

Isabel passou pelo procedimento como parte do tratamento oncológico iniciado ainda na adolescência, quando foi diagnosticada, aos 15 anos, com Linfoma de Hodgkin. No transplante mais recente, o próprio pai foi o doador da medula óssea.

Isabel Veloso por Reprodução

O que é a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro

De acordo com a Associação Brasileira de Câncer do Sangue, o transplante de medula óssea é uma das principais opções terapêuticas para doenças hematológicas, como linfomas e leucemias. Nos transplantes alogênicos, quando as células vêm de um doador, existe o risco de desenvolvimento da DECH.

A doença ocorre quando as células de defesa do doador, principalmente os linfócitos, passam a reconhecer o organismo do receptor como estranho e iniciam um ataque contra seus tecidos e órgãos. Trata-se de uma reação imunológica que pode atingir diferentes partes do corpo.

Isabel Veloso e o pai, Joelson Veloso por Reprodução/Redes Sociais

Entre os órgãos mais afetados estão a pele, fígado, olhos, boca, unhas, cabelos e região genital, sendo a pele o local de acometimento mais frequente. A incidência da DECH varia entre 40% e 70%, dependendo de fatores como tipo de transplante e compatibilidade entre doador e receptor.

O risco tende a ser menor quando o doador é aparentado, como no caso de Isabel, mas ainda assim a complicação pode ocorrer. Já em transplantes com doadores não aparentados, especialmente de bancos internacionais, a chance e a gravidade costumam ser maiores.

Irmã de Isabel Veloso desabafa em meio à internação de mais de um mês da influencer em UTI por Reprodução/Redes Sociais

A DECH pode se manifestar de forma aguda, geralmente nos primeiros 100 dias após o transplante, ou evoluir para a forma crônica, que surge mais tardiamente. Mesmo quadros inicialmente leves exigem acompanhamento rigoroso, já que podem se agravar ao longo do tempo e demandar tratamento especializado em centros de referência, como o Hospital 9 de Julho.

Apesar da gravidade do quadro, a família mantém a confiança na recuperação de Isabel e segue acompanhando de perto cada etapa do tratamento, sustentada pela fé e pela expectativa de melhora.

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Isabel Veloso