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Musa da Gaviões denunciada por ligação com o PCC deixou prisão 11 meses antes de desfilar no Carnaval

Natacha Horana é acusada pelo MP de ocultar bens ligados a ex-namorado apontado como liderança do PCC e diz ser inocente

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 12:14

Natacha Horana, musa da Gaviões da Fiel
Natacha Horana, musa da Gaviões da Fiel Crédito: Reprodução

A musa da Gaviões da Fiel Natacha Horana, de 33 anos, voltou a desfilar no Sambódromo do Anhembi 11 meses após deixar a prisão. Menos de uma semana depois de a escola conquistar o vice-campeonato do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo 2026, ela passou a responder a nova denúncia do Ministério Público de São Paulo por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Natacha foi presa em 14 de novembro de 2024, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, durante a Operação Argento. Na ocasião, a Justiça decretou prisão preventiva. Ela permaneceu cerca de quatro meses na Penitenciária Feminina de Franco da Rocha e foi solta em março de 2025 após decisão judicial que concedeu habeas corpus.

Natacha Horana, musa da Gaviões da Fiel por Natália Rampinelli/Agnews

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, responsável por parte das investigações, a influenciadora teria integrado o núcleo denominado “Grupo Valdeci – Parentes e Pessoas Próximas”, apontado como responsável por movimentar e ocultar valores ilícitos do ex-namorado dela, Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido, identificado pelas autoridades como uma das lideranças do PCC. Ele está preso na Penitenciária Federal de Brasília.

De acordo com os promotores, Natacha movimentou cerca de R$ 15 milhões entre 2014 e 2024, montante considerado incompatível com os rendimentos declarados por ela como artista. O órgão afirma que houve aumento significativo das movimentações financeiras entre 2021 e 2023, período em que Valdeci estava foragido.

Nova denúncia

Nesta semana, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-SP apresentou nova denúncia contra a musa. O órgão a acusa de ocultar e dissimular a propriedade de um imóvel e de um veículo Mercedes-Benz avaliado em R$ 320 mil, que teriam sido adquiridos com recursos do esquema criminoso.

O Ministério Público sustenta que o carro foi pago em dinheiro em espécie, o que dificultaria o rastreamento da origem dos valores. O automóvel foi apreendido em novembro de 2024. Após a apreensão, a empresa LNS Construtora, Incorporadora e Locação Ltda. solicitou a restituição do veículo, alegando ser a proprietária e afirmando que o bem havia sido apenas emprestado à influenciadora. Para os promotores, a documentação apresentada não comprovaria a posse efetiva pela empresa.

A denúncia também menciona que Natacha e a mãe dela teriam recebido mais de R$ 246 mil de integrantes de outro núcleo investigado.

Defesa

Em nota, a defesa afirma que a influenciadora foi “injustamente envolvida” nas investigações apenas por ter se relacionado amorosamente com uma das pessoas investigadas e sustenta que ela jamais praticou ato ilícito. Os advogados também alegam que a nova denúncia repete fatos já apurados pelo MP do Rio Grande do Norte, o que caracterizaria dupla imputação.

Antes do carnaval, em entrevista, Natacha declarou ser inocente e disse ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico durante o período em que esteve presa. Ela classificou o retorno à avenida como um recomeço após o que chamou de período sombrio.

Mesmo com a volta ao desfile e a participação prevista no Desfile das Campeãs neste sábado (21), no Anhembi, as investigações seguem em andamento nas Justiças de São Paulo e do Rio Grande do Norte.