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O método escandinavo para dormir que é pá pum: a solução para uma boa noite de sono a dois

Dormir na mesma cama, mas com edredons separados, promete acabar com o "roubo de lençol" e melhorar drasticamente a qualidade do descanso a dois

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 13:00

Conheça o novo método para dormir de casal
Conheça o novo método para dormir de casal Crédito: Freepik

O "método escandinavo para dormir" virou febre no TikTok e promete ser o fim das discussões noturnas. A técnica é simples: em vez de um edredom de casal, cada parceiro utiliza o seu próprio cobertor individual. Especialistas da Universidade da Sunshine Coast decidiram investigar se essa tendência cultural da Suécia, Noruega e Dinamarca realmente funciona para a saúde.

Embora ainda não existam estudos clínicos definitivos sobre a prática, a ciência do sono sugere que a individualização do microclima na cama é benéfica. Ao eliminar o atrito físico por espaço e tecido, o casal reduz micro-despertares que ocorrem ao longo da noite. Isso permite que a proximidade emocional seja mantida sem os sacrifícios físicos comuns de compartilhar o mesmo lençol.

A camomila ajuda a combater contra a ansiedade e a insônia (Imagem: teatian | Shutterstock) por Imagem: teatian | Shutterstock

Conforto térmico personalizado para cada parceiro

A biologia individual dita que cada pessoa possui uma "janela de temperatura" ideal para o sono profundo. Fatores como metabolismo, alterações hormonais (como na menopausa) e até o cronotipo (ser matutino ou noturno) influenciam se você sente mais calor ou frio. Com dois edredons, cada um escolhe a gramatura e o material que melhor atende às suas necessidades térmicas.

Mulheres na menopausa, por exemplo, frequentemente sofrem com ondas de calor noturnas e podem preferir tecidos mais leves ou remover o cobertor totalmente.

Enquanto isso, o parceiro pode permanecer aquecido sob uma camada mais grossa sem ser incomodado pelas mudanças bruscas de temperatura do outro lado. Essa autonomia térmica é um dos pilares da higiene do sono moderna defendida por pesquisadores.

Além da temperatura, o método resolve o problema crônico dos movimentos bruscos durante a noite. Estudos indicam que as mulheres são mais sensíveis aos movimentos dos parceiros, o que pode fragmentar o ciclo do sono. Com lençóis separados, o impacto de alguém se virar ou levantar para ir ao banheiro é minimizado, garantindo que o outro continue em sono profundo.

As desvantagens práticas e o veredito dos especialistas

Apesar dos benefícios claros para a saúde, o método escandinavo apresenta alguns desafios logísticos no dia a dia. As pesquisadoras Yaqoot Fatima, Danielle Wilson e Nisreen Aouira alertam que arrumar a cama se torna uma tarefa mais complexa com duas peças separadas. Além disso, em camas menores que o tamanho Queen, os edredons podem escorregar facilmente para os lados.

Outro ponto levantado é a possível barreira física inicial que dois cobertores podem criar para momentos de intimidade e "conchinha". O casal precisa ser intencional para garantir que a separação dos tecidos não se torne uma separação afetiva. No entanto, para muitos, a melhora no humor matinal devido a uma noite bem dormida compensa qualquer dificuldade técnica na arrumação do quarto.

Em resumo, o método escandinavo não é uma cura mágica, mas uma excelente estratégia de higiene do sono. Ele não substitui tratamentos para insônia crônica, mas funciona como uma "dica prática" valiosa. Se o seu problema é a guerra pelo cobertor ou a diferença de temperatura, essa tradição nórdica pode ser a mudança que faltava na sua rotina.