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Pega Ladrão! A incrível história do quadro mais valioso a ser roubado no mundo

Saiba por que o museu Gardner mantém molduras vazias e oferece milhões pela devolução das peças

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 18:00

Saiba por que o museu Gardner mantém molduras vazias e oferece milhões pela devolução das peças
Saiba por que o museu Gardner mantém molduras vazias e oferece milhões pela devolução das peças Crédito: Reprodução/Netflix

Um cronômetro de apenas 81 minutos foi suficiente para mudar a história da arte para sempre em Boston. Em 18 de março de 1990, o museu Isabella Stewart Gardner foi alvo de uma ação criminosa sem precedentes. Até os dias atuais, ninguém sabe quem são os responsáveis pelo sumiço de 13 obras valiosíssimas.

O valor dos itens levados é astronômico, chegando a centenas de milhões de dólares em avaliações mais recentes. No entanto, o prejuízo cultural é o que mais dói na instituição, que mantém as molduras expostas. Elas servem como um recado silencioso de que o museu ainda aguarda o retorno das peças furtadas.

A quebra de segurança em Boston

Tudo começou quando dois homens vestidos com uniformes policiais bateram à porta do museu durante a madrugada. Eles convenceram um dos guardas a permitir o acesso, quebrando os protocolos de segurança estabelecidos pela casa. Uma vez dentro, a dupla rendeu rapidamente os vigilantes e os prendeu no subsolo do edifício histórico.

Os ladrões agiram com uma tranquilidade atípica para criminosos, passando mais de uma hora selecionando o que levariam. Eles não tiveram pressa ao retirar as pinturas, embora tenham usado métodos rudimentares que danificaram os suportes originais. Antes do amanhecer, os criminosos já haviam carregado o carro e sumido sem deixar rastros.

Saiba por que o museu Gardner mantém molduras vazias e oferece milhões pela devolução das peças por Reprodução/Netflix

O valor inestimável de "o concerto"

Dentro da lista de peças desaparecidas, a pintura "O concerto" ganhou um destaque especial na mídia mundial. Vermeer pintou essa cena musical que, séculos depois, se tornou uma das obras mais caras já roubadas. Isabella Gardner adquiriu o quadro em um leilão em Paris, tornando-o uma joia central de sua coleção.

A obra exibe uma mulher ao cravo e um homem tocando alaúde em um ambiente ricamente decorado. Por ser uma das poucas pinturas confirmadas do artista, seu valor de mercado é considerado quase incalculável. Além dela, trabalhos de Degas e Rembrandt também foram arrancados de seus lugares naquela noite de março.

Pistas que levaram a caminhos sem saída

As autoridades trabalharam intensamente para identificar os criminosos, explorando conexões com a máfia e o submundo local. Diversas teorias sugerem que as obras poderiam ter sido enviadas para o exterior como garantia em transações ilícitas. No entanto, as pistas encontradas muitas vezes resultaram em silêncio ou em mortes de possíveis informantes.

O que mais causa espanto nos detetives é o contraste entre a ousadia do plano e o amadorismo. Os ladrões deixaram para trás obras que valiam muito mais do que alguns itens que decidiram levar embora. Essa conduta contraditória é um dos motivos que mantém o crime vivo no imaginário do público.

O incentivo milionário pela verdade

O museu nunca desistiu de encontrar seu acervo e mantém uma recompensa ativa de 10 milhões de dólares. A direção afirma que busca "fatos" concretos e trabalha em total cooperação com o FBI nas investigações. Eles esperam que o tempo encoraje alguém que saiba a verdade a finalmente falar com as autoridades.

A curiosidade popular sobre o roubo foi renovada com a minissérie da Netflix intitulada "this is a robbery". O documentário detalha o passo a passo do crime e mostra como a investigação esbarrou em falhas técnicas. Por enquanto, a pergunta sobre quem lucrou com os 81 minutos de crime continua sem uma resposta.