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'Completamente diferente', revela Felipe Andreoli sobre bastidores do Australian Open

Em entrevista, jornalista fala sobre as histórias que pretende contar direto do complexo em Melbourne

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 17:09

Felipe Andreoli
Felipe Andreoli Crédito: Reprodução

O jornalista Felipe Andreoli fará parte da cobertura do Australian Open ao lado de Bruno Soares, campeão de Grand Slam nas duplas e ex-número 2 do mundo. A competição será explorada pela dupla com um olhar diferente, indo além das partidas e explorando bastidores, lifestyle e histórias que cercam o torneio.

Direto de Melbourne, a dupla produz conteúdos exclusivos em formato de vlog, vídeos curtos e materiais mais longos para o ambiente digital, com publicações diárias ao longo da primeira semana do torneio. Em entrevista, Andreoli fala sobre a realização de um sonho profissional, a parceria com Bruno Soares, as histórias que pretende contar direto do complexo do Australian Open e a expectativa em torno da nova geração do tênis brasileiro.

João Fonseca por Divulgação/ATP Tour

O que te motivou a aceitar esse convite para acompanhar o Australian Open de perto?

Foi a união de muitas coisas que fazem parte da minha vida. Primeiro, uma paixão antiga pelo tênis, um esporte que me acompanha desde a infância e que vai muito além da bola dentro ou fora — tem valores, educação, formação. Também é a realização de um sonho profissional: eu quase vim para a ESPN em 2014 e agora chego justamente na casa do tênis no Brasil.

Além disso, estive no Australian Open no ano passado e percebi quanta coisa incrível não cabe só nas redes sociais. O complexo é gigantesco, muito maior do que Roland Garros, e tem histórias em cada canto. Quero mostrar esse outro lado, conversar com quem ama tênis, trazer gente nova para o esporte e contar tudo de um jeito leve, descontraído e verdadeiro. Essa é a missão: aproximar o fã e apresentar um esporte que vai crescer muito nos próximos anos com os talentos que já temos.

Depois de tantos anos acompanhando o esporte como fã e jornalista, o que mais te chama atenção ao viver um Grand Slam fora do formato tradicional de transmissão?

A experiência é completamente diferente de ver pela TV. Estar ali no meio da torcida muda tudo. No ano passado, por exemplo, sentei ao lado de uma senhora australiana que vai ao torneio todos os anos e compra sempre o mesmo lugar, na mesma fileira. Ela comentava cada ponto sozinha, como se estivesse narrando o jogo. São histórias que só aparecem quando você vive o torneio por dentro.

Tem também a parte gastronômica, os corredores, os restaurantes dos atletas, os bastidores. Algumas coisas a gente consegue mostrar, outras ficam mais restritas, mas a ideia é abrir ao máximo esse universo para o fã. Passear pelo complexo, encontrar jogadores, ex-jogadores, brasileiros… e com o Bruno Soares ao meu lado, isso ganha ainda mais riqueza.

Qual é o seu papel nessa dupla com o Bruno Soares durante a cobertura?

Eu venho com a bagagem de jornalista e de apaixonado por tênis. Trago o olhar do torcedor, dos bastidores, do ambiente do torneio. O Bruno traz algo que ninguém mais traz: a experiência real de quem esteve dentro da quadra, viveu a pressão, conhece o lado mental, físico e emocional do jogo.

Ele tem uma capacidade incrível de traduzir isso em uma linguagem simples, clara, que todo mundo entende. E além disso, é um grande amigo, então vai ter análise séria, mas também vai ter diversão, histórias engraçadas. O esporte também é alegria, e a nossa ideia é entregar isso: informação, emoção e leveza.

Que tipo de histórias o público pode esperar dos conteúdos que vocês estão produzindo direto de Melbourne?

Muita coisa que normalmente ninguém vê. Vamos mostrar as lojinhas, as curiosidades, os preços, o que vale a pena comprar, as conversões de dólar, bem coisa de brasileiro mesmo. Vamos entrar nos lugares para comer, mostrar o que tem de diferente, encontrar personagens pelo caminho.

Com o Bruno do lado, se passar um ex-jogador, a gente puxa papo na hora. É mostrar o lado humano do torneio, aquilo que não aparece durante o jogo ou na análise técnica. O Australian Open é enorme, dá para andar dez quilômetros por dia tranquilamente. História é o que não vai faltar.

Por que o Australian Open tem um lugar especial entre os Grand Slams para você?

Ele é o “Happy Slam”, o Grand Slam feliz , e isso é real. Já fui a Roland Garros e ao US Open, e ainda falta Wimbledon, que é mais tradicional e silencioso. A Austrália é o oposto: barulho, alegria, gente falando alto, torcida vibrando. O australiano é muito parecido com o brasileiro nesse sentido.

Além disso, o complexo é um parque de diversões do tênis. Tem espaço para crianças, salão para fazer unha com tema de tênis, restaurantes, atrações por todo lado. Sem contar o calor absurdo, que este ano inclusive deve provocar paralisações de jogos por causa das novas regras. É um evento que vai muito além da quadra, e é isso que queremos mostrar.

A “Fonseiquização” já virou realidade no circuito ou ainda faltam troféus para o João realmente assustar os adversários?

Já virou realidade, sem dúvida. Aos 19 anos, ele já ganhou ATP 250, ATP 500 e avançou nas primeiras fases de todos os Grand Slams. Isso é impressionante. O tênis é uma maratona, não uma corrida curta, então ele ainda tem uma longa jornada, com oscilações naturais da juventude.

Claro que a gente fica atento à parte física, mas João saudável vai dar muita alegria ao tênis brasileiro e mundial. E a torcida brasileira faz diferença —quem já enfrentou o João com brasileiro na arquibancada sabe como é difícil. Ele já entrou para a história como um dos mais jovens a alcançar esse nível de ranking no país. Ainda vem muita coisa grande por aí.

Ver o João hoje no circuito dá aquela sensação de “eu vi nascer” um talento do tênis brasileiro?

Totalmente. Tem uma foto nossa no Rio Open quando ele tinha 10 anos. Naquela época eu era o famoso e ele não. Hoje é o contrário: eu que vou ter que correr atrás dele para tirar foto, porque o homem está popular (risadas). É muito bonito ver isso acontecer. Tomara que não seja só o João, que venham outros jovens talentos e que o tênis brasileiro continue crescendo e se popularizando cada vez mais.