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Operação Chuva 2026: como vai funcionar o plantão da Codesal e a assistência em Salvador

O objetivo é intensificar as ações preventivas de macrodrenagem e limpeza de encostas, além de garantir uma resposta a possíveis desastres naturais

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 23 de março de 2026 às 20:00

Salvador amanheceu com chuva nesta segunda-feira (5)
Salvador amanheceu com chuva nesta segunda-feira (5) Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

A Prefeitura de Salvador oficializou, nesta segunda-feira (23), a institucionalização da Operação Chuva 2026. O decreto nº 41.562, assinado pelo prefeito Bruno Reis, coloca diversos órgãos e entidades da administração municipal em estado de alerta e regime de trabalho intensivo.

O objetivo central é intensificar as ações preventivas de macrodrenagem e limpeza de encostas, além de garantir uma resposta rápida a possíveis desastres naturais. O projeto visa proteger a vida dos moradores das mais de mil áreas de risco mapeadas na capital baiana.

Chuva em Salvador por Arisson Marinho/CORREIO

A estratégia deste ano para enfrentar o período chuvoso será dividida em duas fases cruciais. A primeira, a Etapa Preparatória, já está em curso desde o início de março e foca em ações preventivas, como a poda de árvores sob risco de queda, limpeza de bueiros e manutenção de geomantas em encostas.

A segunda fase, denominada Etapa de Alerta, ocorrerá entre abril e junho, período em que o monitoramento de campo em pontos críticos de deslizamentos e alagamentos será intensificado pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec).

Para garantir a segurança da população, a operação estabelece que os órgãos operacionais devem manter um regime de plantão de 24 horas por dia, incluindo finais de semana. A Defesa Civil de Salvador (Codesal) assume a coordenação executiva da operação, contando com o apoio direto de secretarias como a Seman (Manutenção), Limpurb (Limpeza) e Sedur (Desenvolvimento Urbano).

Além do corpo técnico, a prefeitura autorizou o investimento de aproximadamente R$ 1,42 milhão apenas para o custeio da etapa de alerta. Esses recursos serão destinados à logística, remoção de escombros e assistência imediata às famílias atingidas.

O decreto prevê a remoção preventiva de moradores em situações de alto risco, com a concessão imediata de auxílio moradia quando cabível. Em casos de desastres, escolas municipais já estão sendo pré-definidas para servirem como abrigos temporários para famílias desabrigadas ou desalojadas.

A população também desempenha papel fundamental na prevenção. A prefeitura manterá mobilizados os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs) e voluntários para orientar moradores sobre como proceder em casos de acionamento de sirenes em áreas de risco. Ao identificar qualquer sinal de perigo, como rachaduras em paredes ou movimentação de terra, o cidadão deve ligar imediatamente para o telefone 199, o canal gratuito e direto da Codesal.