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Quase 30 horas após explosão, bombeiros seguem em prédio que pegou fogo em Salvador

Trabalho de rescaldo precisa ser finalizado para que técnicos da Defesa Civil inspecionem o local

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 15:44

Equipes do Corpo de Bombeiros e Codesal no local da exposão
Equipes do Corpo de Bombeiros e Codesal no local da exposão Crédito: Bruno Concha/ Secom PMS

O trabalho do Corpo de Bombeiros Militar segue em um edifício localizado no Vale dos Rios, no bairro do Stiep, em Salvador, após a explosão registrada na manhã de sexta-feira (27). Eles realizam o rescaldo, etapa final de combate ao incêndio, que garante a segurança do prédio após o ocorrido. A previsão é que técnicos da Defesa Civil de Salvador (Codesal) só consigam entrar no edifício no domingo (29), quando será feita uma inspeção. 

"Ainda não conseguimos adentrar a estrutura do prédio devido a um processo de reignição de muito material inflamável. O Corpo de Bombeiros, a todo momento, está fazendo um rescaldo da estrutura. À medida em que ela resfriar, nós vamos entrar com nossos técnicos, nossos engenheiros e arquitetos para poder entender os danos estruturais", detalhou Adriano Silveira, diretor-geral da Codesal.

Incêndio atingiu prédio após explosão de gás no Stiep por Reprodução/TV Bahia

O prédio foi parcialmente destruído durante a explosão. A suspeita inicial é que um vazamento de gás tenha provocado o incêndio. A ocorrência deixou 16 pessoas feridas, sendo quatro bombeiros militares que atuavam na ação. Cerca de 90 moradores precisaram deixar suas casas porque prédios vizinhos também foram interditados. 

Neste sábado (28), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, vistoriou o local e detalhou ações emergenciais adotadas de assistência aos moradores e os próximos passos para definição do futuro do imóvel. “A partir de amanhã, teremos acesso ao prédio com as equipes técnicas. Já contratamos, inclusive, um estruturalista para avaliar a situação do imóvel e concluir se será necessária a demolição ou se ele poderá ser reconstruído”, afirmou o prefeito. 

Bruno Reis lamentou o ocorrido, destacando que a Prefeitura já iniciou o atendimento emergencial aos desabrigados, tanto no amparo emocional como financeiro. 

“De imediato, oferecemos a elas as nossas unidades de acolhimento e o aluguel social. As famílias preferiram ir para casas de parentes. Algumas, inclusive, já solicitaram o auxílio emergencial do município para comprar eletrodomésticos e móveis perdidos; outras, demandaram um auxílio alimentação do município e com medicamentos. Estamos oferecendo todo o apoio e suporte”, disse.

Bruno Reis informou ainda que a definição sobre a realocação definitiva dos moradores dependerá do resultado do laudo estrutural. Ele destacou que há moradores com seguro habitacional, mas também muitos sem qualquer tipo de cobertura — e esses últimos deverão receber apoio direto do município.

“Se houver necessidade de realocação definitiva, a Prefeitura vai estudar como apoiar essas famílias, seja reconstruindo, seja garantindo outro imóvel em empreendimentos que estamos entregando na cidade”, afirmou.

O prefeito mencionou que, antes do Stiep, esteve no bairro do Cassange, onde serão entregues 720 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, entre julho e outubro. Ele afirmou que há possibilidade de que parte dessas famílias seja realocada para esses novos empreendimentos.