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O que acontece se comermos dois ovos por dia? Especialista explica efeitos

Gema concentra nutrientes essenciais, mas excesso pode elevar risco cardiovascular

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 8 de março de 2026 às 12:00

OVOS. Fonte de proteína e gordura, aparece em destaque, mas não significa liberação para exageros
OVOS. Fonte de proteína e gordura, aparece em destaque, mas não significa liberação para exageros Crédito: Reproduçao

Rico em nutrientes essenciais para o cérebro e a visão, o ovo é um dos alimentos indispensáveis na mesa do brasileiro. Nos últimos anos, o alimento vem se tornando queridinho para aqueles que buscam uma vida mais saudável, no entanto, essa recomendação pode mudar e, em alguns casos, de mocinho, o alimento pode virar vilão.

De acordo com a nutróloga Leila Diniz, o impacto do alimento na saúde não deve ser analisado de forma isolada. “O resultado depende do perfil de quem consome e do padrão alimentar adotado pela pessoa”. afirma.

Ovo por Shutterstock

Rico em proteínas de alta qualidade, vitaminas e compostos bioativos, o ovo é visto hoje como um aliado em diversas fases da vida. Ele pode exercer um papel protetor dentro de uma dieta equilibrada, fornecendo nutrientes essenciais para a manutenção do organismo.

Do ponto de vista nutricional, a estrutura do ovo oferece benefícios distintos em cada uma de suas partes. A clara fornece quase toda a sua energia por meio de proteínas puras, com quantidades ínfimas de gorduras e carboidratos, sendo ideal para ganho de massa.

Já a gema concentra as gorduras e é a porção mais diversa, reunindo nutrientes como colina, vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e carotenoides. Entre eles, destacam-se a luteína e a zeaxantina, que estão diretamente associadas à saúde dos olhos e à prevenção da degeneração macular, uma doença progressiva que afeta a área central da retina responsável pela visão de detalhes.

Segundo a especialista, salvo recomendações terapêuticas muito pontuais, não é indicado excluir a gema da dieta. “Evidências mostram que, para a maioria dos indivíduos, o colesterol da dieta tem um impacto menos relevante no sangue do que o conjunto da alimentação”.

Para pacientes com problemas vasculares, o consumo elevado pode ser prejudicial, uma vez que estudos sugerem um aumento na mortalidade e no risco de eventos cardíacos nesses grupos.

A avaliação da quantidade ideal deve considerar fatores individuais, como o nível de atividade física. A nutróloga alerta que a adição de cinco ovos diários, por exemplo, sem ajustes nas demais refeições, contribui para um consumo excessivo de calorias, resultando no aumento da gordura corporal. Em adultos saudáveis, a ingestão de gorduras saturadas não deve ultrapassar 10% das calorias diárias.

Por outro lado, o alimento é altamente funcional em casos de maior demanda de proteínas. “Ele é recomendado em quadros de perda de músculo, recuperação pós-cirúrgica, gestação e para praticantes de esportes de alto rendimento”, revela.

A resposta ao colesterol é individual e pode apresentar alterações nos exames laboratoriais em um curto período. O monitoramento deve ser feito entre três e oito semanas após qualquer mudança significativa e consistente na rotina alimentar do paciente.

Assim, embora dois ovos possam ser aceitáveis em muitos contextos, o limite de um ovo por dia permanece como a margem mais segura apontada pelas análises científicas. A orientação final reforça que o ovo raramente é o problema central, mas sua ingestão deve ser equilibrada conforme o histórico familiar e o estilo de vida.

Tags:

Alimentos Ovo Saúde Nutricionista Colesterol