Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 07:46
Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen voltou ao centro de uma nova controvérsia judicial e pode enfrentar consequências criminais. Ela foi denunciada pela prima, Silvia Gonzalez Magnani, por suposto furto de objetos pertencentes ao tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em casa no começo de janeiro, na capital paulista. >
Segundo o jornalista Ullisses Campbell, de O Globo, o boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de São Paulo na terça-feira (3). A denúncia indica que Suzane teria retirado da residência itens como máquina de lavar, sofá, cadeira ou poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro pertencentes ao tio.>
Morte de tio de Suzane von Richthofen abriu disputa
A acusação surge em meio a uma disputa familiar pela herança deixada por Abdalla, avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Após a morte do médico, Suzane e Silvia passaram a discutir judicialmente quem deve assumir a administração do espólio e quais seriam os direitos de cada uma sobre os bens.>
Em ação que corre na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane reconheceu que entrou na casa do parente e retirou alguns bens, incluindo um veículo Subaru XV. Ela também admitiu ter soldado o portão do imóvel. A justificativa apresentada foi a de que pretendia resguardar bens que acredita que poderão lhe pertencer futuramente, antes mesmo de qualquer decisão judicial.>
Com o registro policial, Suzane passou a ser formalmente investigada por furto. Caso a apuração conclua que houve crime, ela pode perder o benefício do regime aberto e voltar a cumprir o restante da pena referente ao homicídio de Manfred e Marisa von Richthofen.>
Desde que deixou a Penitenciária de Tremembé, Suzane cumpre pena em regime aberto, condição que exige, entre outras regras, que não haja envolvimento em novos delitos.>
Médico não deixou testamento>
Miguel Abdalla Netto morreu em 9 de janeiro de 2026, na casa onde vivia sozinho, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. O corpo foi localizado já em estado avançado de decomposição, sentado em uma poltrona, depois que um vizinho, que possuía as chaves do imóvel, decidiu entrar na residência ao estranhar a ausência prolongada do morador.>
O atestado de óbito registrou causa da morte como indeterminada e apontou necessidade de exames complementares, levando a Polícia Civil a tratar o caso como morte suspeita. O médico não deixou pais, irmãos, filhos, companheira nem testamento, o que abriu caminho para a disputa judicial pela herança.>