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41 mortos: guerra entre facções explica alta letalidade em cidade baiana

Moradores de Ipiaú estão no fogo cruzado entre o PCC e o CV

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15:00

Advogada que tinha como cliente integrante do PCC pode ter sido morta pelo CV
Advogada que tinha como cliente integrante do PCC pode ter sido morta pelo CV Crédito: Acervo Pessaol

Ipiaú vive momentos de forte tensão após as sete execuções registradas no último final de semana e a circulação de um suposto comunicado que impõe um “toque de recolher” aos moradores. O cenário atual reforça a preocupação da população diante do elevado número de mortes por arma de fogo contabilizadas no município ao longo do ano passado.

De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Ipiaú registrou, entre janeiro e dezembro de 2025, um total de 41 mortes violentas intencionais. Desse número, 32 foram homicídios dolosos e nove resultaram de intervenções legais de agentes do Estado, os chamados autos de resistência, em meio à guerra do tráfico e ações policiais.

Advogada Gal Borbosa foi perseguida e morta a tiros de fuzil por Acervo Pessoal

Entre as vítimas está a advogada Maria das Graças Barbosa Santos, de 50 anos, assassinada a tiros de fuzil. O crime ocorreu em 24 de fevereiro, pouco depois de a criminalista retornar de Santa Catarina, onde havia visitado, em um presídio, um de seus clientes: Marcos Antônio dos Santos Xavier, conhecido como “Juca Playboy”, apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ipiaú.

Na ocasião, a residência da advogada foi invadida. Maria das Graças tentou fugir, mas foi alcançada e morta a poucos metros de casa. O assassinato deu origem a pelo menos três versões que passaram a circular na cidade.

A primeira aponta “Juca Playboy” como possível mandante do crime, após um interlocutor próximo à advogada ter informado ao traficante que ela estaria fazendo “jogo duplo”, atuando também em favor de integrantes do Comando Vermelho (CV).

A segunda versão atribui o homicídio à facção carioca, em razão da suposta relação próxima da advogada com o PCC. Já uma terceira hipótese, comentada nos bastidores da segurança pública local, sugere que Maria das Graças teria sido vítima de uma “queima de arquivo”, sob a suspeita de que estaria repassando informações ao CV.