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'Maldição da Mega-Sena' ou coincidência? Mortes trágicas e golpes marcam histórias dos vencedores do prêmio

Mortes repentinas, assassinatos e golpes financeiros marcaram a trajetória de alguns vencedores ao longo dos anos e voltam ao debate às vésperas da Mega da Virada

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 12:56

Vencedores de Mega Sena
Vencedores de Mega Sena Crédito: Reprodução

Após a realização da Mega da Virada, que pagou o maior prêmio da história da Mega-Sena, histórias envolvendo ganhadores que tiveram destinos trágicos voltaram a circular com força nas redes sociais. Os episódios, registrados em diferentes regiões do país ao longo dos anos, alimentam a chamada “maldição da Mega-Sena”, expressão popular usada para descrever casos em que a mudança brusca de vida foi seguida por violência, mortes repentinas ou perdas financeiras.

Um dos episódios mais recentes envolve Antônio Lopes de Siqueira, de 70 anos, que morreu menos de um mês depois de ganhar R$ 201 milhões. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma ida ao dentista, no Mato Grosso, em dezembro de 2024. Segundo familiares, Antônio ainda não havia decidido como utilizaria a fortuna, e o tratamento odontológico seria um dos primeiros gastos após o prêmio. As causas da morte não foram detalhadas pelas autoridades.

Miguel Ferreira de Oliveira foi morto em 2018 por Reprodução

Outro caso que ganhou grande repercussão foi o de Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos. Ele faturou R$ 47,1 milhões com uma aposta simples em 2020. Dois anos depois, em setembro de 2022, foi encontrado morto com sinais de tortura às margens da Rodovia dos Bandeirantes, no interior de São Paulo. A investigação concluiu que o crime foi premeditado com objetivo de extorsão. Ao todo, nove suspeitos foram identificados, e uma das linhas da apuração apontou que o assassinato pode ter sido planejado por alguém próximo à vítima.

Nem todas as mortes tiveram relação com crimes violentos. Em Curitiba, um homem foi encontrado morto em um hotel da região central com um bilhete premiado da Mega-Sena no valor de R$ 398 mil. Funcionários acionaram a polícia após não conseguirem contato com ele, enquanto familiares tentavam localizá-lo por telefone. O caso foi tratado como morte natural, com suspeita inicial de infarto, e não houve abertura de inquérito pela Polícia Civil do Paraná.

Um apartamento com área de 143 m², custa a partir de R$ 1.251 milhão no Rivê, no Rio Vermelho, um dos bairros mais boêmios de Salvador por Repordução/ Moura Dubeux

No Ceará, a morte de Miguel Ferreira de Oliveira, conhecido como o “milionário da Mega”, também integra a lista de episódios trágicos. Ele havia ganhado R$ 39 milhões em 2011 e foi assassinado em fevereiro de 2018, aos 50 anos, na cidade de Campos Sales. Miguel foi atingido por três disparos de arma de fogo enquanto participava de uma seresta em um bar e morreu no local. O suspeito deixou o local caminhando após os tiros.

Outro caso emblemático ocorreu no Rio de Janeiro. René Senna, ex-lavrador que ganhou sozinho R$ 51,8 milhões em agosto de 2005, foi assassinado em janeiro de 2007, em Rio Bonito, na Região Metropolitana Leste Fluminense. Ele foi morto com três tiros enquanto estava em um bar a poucos quilômetros de casa. Apesar de os criminosos levarem a bolsa da vítima, objetos de valor como relógio e cordão de ouro foram deixados para trás. Anos depois, a Justiça condenou a viúva, Adriana Almeida, como mandante do crime. René havia perdido as duas pernas por complicações da diabetes e se locomovia com auxílio de um quadriciclo.

Há ainda casos em que o prêmio milionário gerou conflitos familiares e disputas judiciais. Em Cuiabá, Fábio Leão Barros ganhou R$ 28 milhões em 2006 e transferiu o valor para a conta do pai, Francisco Serafim Barros. Anos depois, ao pedir a devolução do dinheiro, teve o pedido negado. Em 2010, Francisco foi preso acusado de planejar a morte do próprio filho. Segundo a investigação, dois pistoleiros teriam sido contratados, mas o crime não chegou a acontecer porque a dupla foi interceptada pela polícia. Francisco negou as acusações e acabou solto no mesmo ano. Posteriormente, pai e filho chegaram a um acordo judicial.

Boninal | Bolão | 100 cotas | R$ 95.451,00 por Reprodução

Golpes financeiros também aparecem entre as histórias envolvendo vencedores da Mega-Sena. Em 2022, Fredolino José Pereira, de 71 anos, que havia ganhado o prêmio em 2018, perdeu mais de R$ 10 milhões após cair em um esquema de fraude. O ex-sócio e a namorada dele foram acusados de se apropriar do dinheiro. Os dois se tornaram réus por crimes como apropriação indébita de bens de pessoa idosa e lavagem de dinheiro. O ex-sócio também responde por estelionato, ameaça e falsificação de documentos públicos.

Embora esses casos sejam exceções diante do número de apostas realizadas todos os anos, as histórias de mortes, crimes e golpes envolvendo ganhadores da Mega-Sena voltam a chamar atenção após o sorteio da Mega da Virada. Os episódios reforçam debates sobre os impactos de uma mudança abrupta de vida e os riscos que podem acompanhar grandes fortunas quando não há preparo, proteção ou rede de apoio adequada.

Tags:

Mega-sena