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Chefe envolvido em briga com funcionárias fez publicação comemorando embranquecimento da equipe

Homem comparou fotos de profissionais negras e brancas e falou em "boa clareada"

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 20:25

Briga generalizada terminou com duas mulheres quebradas  Crédito: Redes Sociais

As duas mulheres que foram filmadas em uma briga generalizada com o chefe em um centro empresarial em Salvador, na última terça-feira (6), divulgaram publiacações do homem em que ele comemora o embraquecimento da equipe de trabalho feitas no final do ano passado.

Mônica Freitas e Naiane Ferreira foram funcionárias do estabelecimento do empresário Adalberto Argolo por pouco mais de um ano. Segundo os relatos apresentados, as ameaças por parte do homem eram constantes durante o período em que mantiveram o vínculo empregatício com a empresa.

"Ele dizia que se a gente saísse da loja dele para trabalhar para outra pessoa, iria matar a gente, que não aceitava ser traído, que se estivéssemos desviando clientes ele iria se vingar. Toda reunião tinha ameaça", afirmou Mônica para a TV Bahia.

Publicações de dezembro de 2025 tornaram-se provas centrais da denúncia. Nelas, o investigado contrastava as equipes das confraternizações de 2024 e 2025, alegando que o nível da empresa teria subido após a fotografia ter "clareado", o que as vítimas interpretaram como um ato explícito de racismo.

Uma terceira mulher, identificada como filha do empresário, também teria participado das agressões físicas. Naiane relatou que se dirigiu ao local após ouvir gritos e, ao presenciar a amiga sendo atacada, interveio na confusão. "Fui atingida por um soco na cabeça e acabei caindo", recordou a vítima.

Imagens que circulam nas redes sociais registram o embate entre as ex-funcionárias e o antigo patrão. O suspeito, no entanto, alega que tanto os vídeos quanto as fotos publicadas foram editados. Ele sustenta que o tumulto teve início após sua filha ter sido agredida pelas denunciantes. O caso foi registrado e segue sob investigação como lesão corporal pela Central de Flagrantes de Salvador.

Em nota oficial, a administração do centro empresarial manifestou repúdio a qualquer forma de violência, com ênfase na agressão contra mulheres, classificando o episódio como uma situação isolada. O condomínio informou ainda que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários ao inquérito.

Tags:

Mulheres Racismo Briga