Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

'Não haverá trégua', diz delegado-geral após morte de cabo da PM e oito suspeitos em Salvador

Investigações avançam após confronto no Nordeste de Amaralina

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 08:56

Cabo Glauber tinha 42 anos
Cabo Glauber tinha 42 anos Crédito: Glauber Rosa Santos

A morte do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, baleado durante uma incursão policial no Nordeste de Amaralina, em Salvador, na madrugada de terça-feira (3), desencadeou uma série de operações que terminaram com oito suspeitos mortos horas depois. Em meio ao avanço das investigações, o delegado-geral André Viana declarou que “não haverá trégua até que todos sejam levados à Justiça”.

A Polícia Civil informou que equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ampliaram as diligências na região e realizaram buscas em diferentes pontos do Vale das Pedrinhas, área onde ocorreu o confronto. As ações contam com apoio de departamentos operacionais e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).

Segundo a corporação, depoimentos de testemunhas e outros dados levantados estão sendo usados para identificar integrantes do grupo criminoso apontado como responsável pelo ataque contra os policiais.

Glauber Rosa Santos tinha 42 anos e deixa filhos e esposa por Reprodução

O delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, afirmou que as forças de segurança atuam para responsabilizar todos os envolvidos. “Primeiro quero me solidarizar com todos os familiares, amigos e colegas de farda por esta lamentável perda e dizer que desde os primeiros momentos do fato determinei empenho total para a elucidação deste trágico crime, que nos deixa enlutados. Não haverá trégua até que todos sejam levados à Justiça”, declarou.

Suspeitos são mortos

Horas após a morte do cabo, operações policiais resultaram na morte de oito homens apontados como suspeitos de participação nos confrontos. Os nomes não foram divulgados. Conforme a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), seis tinham antecedentes por crimes como tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação. Outros dois ainda não foram formalmente identificados.

A SSP-BA informou ainda que o policiamento foi reforçado na área e que as ações são orientadas por levantamentos de inteligência, com foco no combate a uma facção suspeita de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro.

Cabo foi baleado na cabeça

O cabo Glauber Rosa Santos foi atingido por disparos na cabeça durante o que a SSP classificou como um “ataque de traficantes”. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

O secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, lamentou a morte do policial e classificou os suspeitos como “covardes faccionados”. "Ultimamente a gente vem realizando muitas operações naquela região, a gente tem sim que lamentar esse ocorrido. Estamos com todas as equipes da Polícia Militar e Civil, recebendo muitas informações (... ) para que a gente possa dar a resposta e, obviamente, alcançar todos esses criminosos", afirmou.

Natural de Senhor do Bonfim, o policial ingressou na corporação em 2009 e atuava no 30º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento do Nordeste de Amaralina. Ele deixa dois filhos.

Por causa das operações policiais, linhas de ônibus deixaram de circular pela entrada do bairro, obrigando moradores a caminhar até a Avenida Juracy Magalhães para acessar o transporte público.

Em nota, a Polícia Militar informou que presta assistência à família do agente e mantém reforço na região para localizar suspeitos e ampliar a segurança na área.