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Um ano após morte de turista, Igreja de São Francisco segue fechada e em obras

Paulista morreu após queda do teto do templo, que agora entra em reta final de reparo, segundo governo

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 08:42

Igreja São Francisco de Assis foi palco de acidente que deixou uma turista morta
Igreja São Francisco de Assis foi palco de acidente que deixou uma turista morta Crédito: Marina Silva/CORREIO

Um ano após o desabamento de parte do teto da Igreja de São Francisco de Assis, no Centro Histórico de Salvador, que matou uma turista paulista e deixou outras cinco pessoas feridas, o templo continua fechado ao público enquanto passa por intervenções estruturais e entra em nova fase de recuperação.

O acidente aconteceu em 5 de fevereiro de 2025, quando parte do forro da nave central cedeu por volta das 14h30 e atingiu visitantes que estavam na área dos bancos, bem no centro da igreja. A publicitária Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, morreu no local. 

Tragédia na Igreja de São Francisco de Assis por Codesal

Obras emergenciais entram na reta final

Após o desabamento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou, em março de 2025, uma série de obras emergenciais para estabilizar a estrutura do monumento. Os trabalhos tinham previsão inicial de conclusão em outubro do mesmo ano, mas precisaram ser ampliados após a identificação de danos adicionais durante as intervenções.

Entre as ações realizadas estão a retirada e catalogação dos fragmentos do forro que caíram, escoramento de partes instáveis, reforço da fixação dos elementos remanescentes do teto e higienização e tratamento das peças artísticas que se desprenderam, para posterior reintegração ao conjunto.

Também foi feita revisão completa da cobertura do prédio, com substituição de cerca de 90% das telhas cerâmicas e troca de parte do madeiramento leve que sustenta o telhado, além da imunização das peças remanescentes contra pragas e deterioração.

Ao todo, o investimento nessa fase emergencial soma R$ 2,4 milhões. Segundo o Iphan, essa etapa foi fundamental para garantir a estabilidade e a segurança do conjunto antes do restauro definitivo. Apesar da conclusão próxima dessa fase, a igreja permanece interditada por questões de segurança, e ainda não há previsão para retomada da visitação.

Recursos garantidos para restauro definitivo

Paralelamente às ações emergenciais, o governo federal confirmou a inclusão do restauro da Igreja e do Convento de São Francisco entre as obras contempladas pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A decisão foi publicada recentemente no Diário Oficial da União.

A primeira fase do restauro deve receber cerca de R$ 20 milhões, valor destinado à elaboração de projetos técnicos e execução de intervenções iniciais, incluindo a nave central e o claustro do conjunto religioso.

Os recursos fazem parte de um pacote nacional de investimentos em preservação do patrimônio cultural, coordenado pelo Iphan. O órgão ainda realizará avaliações técnicas para definir todas as necessidades de recuperação do conjunto, podendo ajustar valores e etapas futuras conforme os diagnósticos avançarem.

Após a conclusão das obras emergenciais, o instituto deve emitir recomendações à Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, responsável pela gestão do imóvel, para definir as próximas etapas e as condições necessárias antes de uma eventual reabertura.

Relembre o acidente

Giulia Panchoni Righetto, em foto de 20
Giulia Panchoni Righetto, em foto de 20 Crédito: Reprodução Facebook

Giulia era natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, ela visitava Salvador com amigos. Todos os atingidos eram turistas. Cinco pessoas ficaram feridas e foram socorridas. Equipes da Defesa Civil e da Polícia Militar atenderam a ocorrência, e o interior do templo ficou coberto por destroços de madeira após o colapso da estrutura.

Na ocasião, o diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macêdo, afirmou que a suspeita inicial era de que fatores como idade do prédio e manutenção poderiam ter contribuído para o acidente, embora não houvesse indícios prévios de risco iminente. Após o episódio, a igreja foi interditada e segue fechada desde então.

Conhecida como “Igreja de Ouro”, a construção é considerada uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no mundo e figura entre os principais pontos turísticos do Centro Histórico de Salvador.