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Bruno Wendel
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 05:00
A tropa não aguenta mais o comando atual” é a frase que estampa um card com o rosto do major Enaldo Araújo Rodrigues Júnior, comandante da 14ª CIPM (Lobato). O material circula há pouco mais de uma semana em grupos de WhatsApp de policiais militares e traz em destaque a palavra “socorro”, seguida de denúncias como assédio moral, perseguições, punições indevidas e até ameaças de prisão.>
Segundo fontes da unidade, o comportamento do comandante é alvo de questionamentos há anos, e o card teria sido produzido pela tropa para chamar a atenção da cúpula do comando-geral, já que a situação seria considerada “insustentável”. >
A 14ª CIPM atende sete bairros entre a Península Itapagipana e o Subúrbio Ferroviário de Salvador. A coluna solicitou posicionamento da Polícia Militar, mas sem resposta.
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Tropa da 14ªCIPM denuncia abusos de comandante
O “traficante invisível” >
Em meio ao caos em Ipiaú, onde moradores vivem no fogo cruzado entre o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, um personagem do submundo do crime local manda recado dizendo que "não quer guerra com ninguém". Conhecido como “Bruxo”, tornou-se uma verdadeira lenda por nunca ter sido visto ou preso. >
Moradores afirmam que ele desaparece “num passe de mágica”. “Ninguém encontra. Aparece e vai embora. A polícia sabe que existe, mas nunca conseguiu prendê-lo”, conta um morador antigo.>
Segundo relatos, ele comanda um grupo independente, mantém relação com o PCC e evita violência, garantindo respeito. Em meio ao conflito, lucra porque a clientela evita áreas dominadas por facções rivais. >
“Traficante invisível” virou lenda em cidade baiana
Assaltos no amanhecer>
Quem está acostumado a amanhecer nos bares do Rio Vermelho deve ficar atento na volta para casa. Um quarteto tem realizado diversos assaltos no fim das madrugadas na região. >
Somente no início de janeiro, a 28ª Delegacia registrou 10 casos, todos entre 5h e 6h. “É o horário em que a vida noturna termina e o cara já está bêbado, tornando-se alvo fácil”, afirma o delegado Nilton Borba. >
Moradores, turistas e frequentadores variados estão entre as vítimas. “Qualquer celular simples eles vendem por R$ 100. Estamos atentos e já sabemos quem são”, garante. >
Assaltos no amanhecer alarmam frequentadores do Rio Vermelho