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Dá para prevenir a ELA? Veja os primeiros sintomas da doença que matou Eric Dane de Grey’s Anatomy

Morte do ator provocou dúvidas sobre sintomas e diagnóstico da doença neurológica progressiva

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 13:00

Eric Dane
Eric Dane Crédito: Reprodução/Getty Images

morte do ator Eric Dane, nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, após complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica, reacendeu um alerta entre fãs e nas redes sociais. Conhecido pelo papel de Mark Sloan em Grey's Anatomy, ele havia tornado público o diagnóstico em 2025 e enfrentava a doença há cerca de um ano.

Eric Dane em 'Grey’s Anatomy' por Reprodução

A repercussão da morte levou muitas pessoas a questionarem se é possível identificar precocemente a ELA e quais são os sinais de alerta. A doença atinge os neurônios motores, responsáveis por transmitir os comandos do cérebro aos músculos. Com a degeneração dessas células, ocorre perda progressiva da força muscular.

Os primeiros sintomas costumam ser discretos. A fraqueza geralmente começa em uma região específica, como mãos, braços ou pernas, e pode dificultar tarefas simples do dia a dia. Tropeços frequentes, dificuldade para segurar objetos ou sensação de perda de coordenação também podem surgir.

Alterações na fala, que passa a ficar arrastada ou mais fraca, e dificuldade para engolir são sinais que exigem atenção. Movimentos involuntários sob a pele, chamados fasciculações, e cãibras persistentes também podem aparecer nos estágios iniciais.

Especialistas explicam que a progressão dos sintomas é um dos principais indicativos da doença. Diferentemente de problemas musculares temporários, na ELA a fraqueza tende a avançar ao longo de semanas ou meses.

O diagnóstico deve ser feito por neurologista, a partir de avaliação clínica detalhada e exames como a eletromiografia. Não existe um exame único capaz de confirmar a doença de forma isolada, sendo necessário descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes.

Embora ainda não exista cura, o diagnóstico precoce permite iniciar acompanhamento especializado e tratamentos que ajudam a preservar funções e qualidade de vida. A orientação médica é procurar avaliação diante de sintomas persistentes e progressivos, evitando autodiagnóstico e alarmismo.