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Giuliana Mancini
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 10:37
O episódio envolvendo Henri Castelli no BBB 26 reacendeu o alerta sobre como agir diante de uma crise convulsiva. O ator, que integrava o grupo Camarote do reality, sofreu duas convulsões na quarta-feira (14). Após a primeira, ele foi levado ao hospital para a realização de exames e chegou a retornar ao confinamento, mas apresentou uma nova crise logo depois. Por orientação médica, o artista deixou o reality show.>
Diante da repercussão do caso, uma dúvida voltou a circular entre o público: o que fazer ao presenciar uma pessoa convulsionando? Segundo o neurologista Dr. Sergio Jordy em entrevista ao portal LeoDias, o primeiro passo é manter a calma e garantir a segurança da pessoa.>
Henri Castelli passou mal durante a Prova de Resistência
"No momento da crise, o paciente deve ser colocado de lado e afastado de objetos e móveis para que não se machuque. A crise geralmente dura poucos minutos. É importante afrouxar as roupas e acionar o socorro. Não se deve colocar os dedos na boca ou tentar segurar a língua", orientou o médico.>
A posição lateral é fundamental para evitar engasgos, principalmente com saliva ou secreções. Dr. Sergio Jordy reforçou que tentar abrir a boca da pessoa ou introduzir objetos é uma das práticas mais comuns e perigosas, podendo causar ferimentos tanto em quem presta ajuda quanto na própria vítima.>
Enquanto o atendimento médico não chega, alguns cuidados simples podem reduzir riscos. "Se possível, apoie a cabeça do paciente em algo macio, como um casaco ou bolsa", explicou o neurologista ao portal LeoDias. A medida ajuda a minimizar impactos durante os movimentos involuntários.>
Apesar do susto que uma convulsão costuma provocar, o médico destacou que, na maioria dos casos, não há sequelas permanentes. >
"Geralmente a crise não causa danos definitivos, exceto quando é prolongada ou secundária a doenças como AVC, tumor ou meningite. As sequelas, quando existem, costumam estar relacionadas à doença de base ou a complicações como aspiração de secreções, quedas e traumas. A SUDEP, que é a morte súbita sem causa identificável, é rara e não costuma ocorrer em pessoas sem diagnóstico de epilepsia", afirmou.>
Os riscos aumentam em situações específicas. "Crises que duram mais de cinco minutos, episódios repetidos sem tempo de recuperação ou crises acompanhadas de traumas elevam o risco de danos permanentes", alertou Dr. Sergio Jordy.>
Por isso, a recomendação médica é que toda crise convulsiva seja avaliada por profissionais de saúde, especialmente quando ocorre pela primeira vez, dura mais do que alguns minutos ou envolve quedas e batidas. Informação correta e atitude adequada podem ser decisivas para evitar complicações e preservar a vida.>