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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 07:40
A luta de Juju do Pix para reverter um procedimento estético feito no passado ganhou mais um capítulo. A influenciadora Juju Oliveira precisou passar por uma nova cirurgia em São Paulo, na última terça-feira (20), para retirar restos de óleo mineral que foram aplicados em seu rosto em 2017 e que, com o tempo, causaram sérios danos. >
Essa nova intervenção aconteceu após complicações na cicatrização da primeira cirurgia, realizada há cerca de dois meses. Durante o procedimento, o médico responsável, Thiago Marra, mostrou fragmentos do óleo já enrijecido que foram retirados da bochecha da paciente, imagens que chamaram atenção pela gravidade da situação.>
"Removemos o que chamamos de ponto de adão. Foi uma cirurgia de pequeno porte, com anestesia local e sedação, durou cerca de uma hora e a recuperação tende a ser rápida", explicou o cirurgião. Segundo ele, a ideia foi fazer um reparo pontual para melhorar a região antes da próxima etapa do tratamento.>
Apesar de menor, o procedimento já trouxe avanços. Juju apresentou melhora na abertura da boca e redução da papada, sinais de que o processo de recuperação segue no caminho certo. Ainda assim, o médico reforça que o tratamento está longe de terminar.>
A primeira cirurgia aconteceu no dia 20 de novembro, no Hospital Indianópolis, também em São Paulo. Após a alta, Juju retornou à sua cidade, mas continua sendo acompanhada de perto pela equipe médica. De acordo com Marra, uma nova cirurgia maior já está no planejamento e deve acontecer entre três e seis meses.>
"Existe uma área da papada que estava muito comprometida e não foi possível retirar tudo de uma vez. Além disso, havia uma assimetria grande no rosto, que já melhorou bastante, mas ainda não foi totalmente corrigida", detalhou.>
Juju do Pix
Em vídeos publicados nas redes sociais, o médico explicou por que o procedimento exige extremo cuidado. Exames já indicavam que o óleo mineral havia endurecido dentro do rosto da influenciadora, o que aumenta os riscos durante a cirurgia. "Se a gente remove tecido demais, existe o risco real de necrose. Por isso, cada passo precisa ser calculado", afirmou.>
Marra também destacou o grau de imprevisibilidade enfrentado pela equipe médica. "A gente nunca sabe exatamente onde esse material está. Pode estar próximo de nervos, vasos ou músculos. É sempre uma surpresa quando começamos", contou. Apesar do inchaço ainda visível, a expectativa é de melhora progressiva, com resultados mais claros entre seis meses e um ano.>
O caso de Juju do Pix chama atenção não só pela complexidade médica, mas também como alerta sobre os riscos de procedimentos estéticos realizados sem segurança ou acompanhamento adequado.>