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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 10:42
Quem está de olho no BBB 26 já reparou que Ana Paula Renault quase sempre leva a mão ao cabelo. O gesto, que virou sua marca registrada desde o BBB 16, voltou a repercutir dentro e fora da casa, a ponto de virar alvo de brincadeiras, como a imitação feita por Aline Campos, primeira eliminada da edição.>
Especialistas ouvidos pelo portal espanhol Gizmodo apontam que esse tipo de comportamento costuma funcionar como um mecanismo inconsciente de autorregulação emocional. Em momentos de tensão, ansiedade ou estresse, o corpo busca pequenos gestos repetitivos para aliviar a pressão interna.>
É o mesmo princípio de atitudes como roer unhas, balançar a perna ou apertar as mãos. Muitas vezes, a pessoa nem percebe que está fazendo, é quase um reflexo automático para tentar se acalmar.>
Dentro de um reality show, onde há confinamento, vigilância constante e conflitos diários, esse tipo de atitude tende a aparecer com ainda mais frequência. E convenhamos: Ana Paula dificilmente passa despercebida dentro da casa, o que naturalmente eleva o nível de estresse.>
O especialista em linguagem corporal e ex-agente do FBI Joe Navarro também já analisou esse tipo de gesto. Segundo ele, tocar o cabelo pode, em alguns contextos, estar ligado à tentativa de demonstrar abertura, confiança ou até receptividade social.>
Mas há uma regra de ouro na linguagem corporal: nenhum gesto deve ser interpretado isoladamente. Olhar, postura, expressão facial e tom de voz mudam completamente o significado de uma ação. O mesmo movimento pode indicar nervosismo em uma situação e concentração em outra.>
Ana Paula Renault fez procedimentos estéticos antes de entrar no 'BBB 26'
No caso de Ana Paula, o hábito pode ser apenas isso: um costume antigo que reaparece em momentos de maior intensidade emocional, sem necessariamente carregar uma mensagem específica.>
Existe, sim, um limite entre hábito e transtorno. Em casos mais raros, mexer compulsivamente no cabelo pode estar associado à tricotilomania, um distúrbio caracterizado pelo impulso incontrolável de arrancar os próprios fios.>
Esse é um quadro clínico bem definido, geralmente acompanhado de falhas visíveis no couro cabeludo e sofrimento psicológico. Não deve ser confundido com o simples ato de passar a mão no cabelo durante conversas ou discussões.>
Do ponto de vista dermatológico, o risco só aparece quando há tração constante e força excessiva, como em penteados muito apertados ou no ato repetido de puxar os fios. Segundo especialistas, mexer no cabelo de forma leve e ocasional não costuma causar queda ou danos relevantes.>
No fim das contas, mexer no cabelo pode ser nervosismo, concentração, costume ou apenas uma resposta automática do corpo. Para entender o real significado, é preciso olhar o contexto completo e não transformar um simples movimento em diagnóstico.>