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Ana Beatriz Sousa
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 22:13
A partida precoce de Titina Medeiros, aos 48 anos, pegou o público de surpresa no último domingo (11). A atriz, que sempre foi muito reservada, lutava contra um câncer de pâncreas desde abril de 2025 e optou por enfrentar o tratamento longe dos holofotes. No entanto, um detalhe revelado por um amigo próximo durante o velório serve como um alerta crucial.>
Raildon Lucena, amigo pessoal da artista, contou que o primeiro sinal de que algo estava errado foi uma dor constante nas costas. Na época, Titina chegou a cancelar sua participação em um festival no Ceará por acreditar que o incômodo era um simples problema na coluna. O diagnóstico real, contudo, só veio após cinco exames detalhados.>
Muita gente não sabe, mas o pâncreas está localizado em uma parte profunda do abdome. Por isso, quando um tumor começa a crescer ali, a dor pode refletir diretamente na lombar ou na região média das costas, sendo facilmente confundida com uma hérnia de disco ou má postura.>
Especialistas alertam que o sinal principal é quando essa dor não melhora com o tempo e não está ligada a nenhum movimento específico. Se você toma um analgésico e a dor volta, ou se ela vem acompanhada de perda de peso sem explicação e náuseas, o corpo está tentando te dizer algo sério.>
Confira destaques da carreira de Titina Medeiros
O grande vilão do câncer de pâncreas é o seu silêncio. Nas fases iniciais, ele raramente apresenta sintomas claros. Como explicou a oncologista Clarissa Baldotto à revista Quem, o diagnóstico muitas vezes demora porque os pacientes buscam prontos-socorros diferentes e acabam sendo tratados apenas para os sintomas superficiais, como gastrite ou dores musculares.>
Se uma dor persiste e os exames ortopédicos não trazem respostas claras, não ignore. É fundamental buscar uma avaliação médica detalhada com um especialista e investigar a fundo. Se você sente uma dor persistente que não cede e os exames ortopédicos não apresentam um diagnóstico claro, não interrompa a investigação. É fundamental procurar um médico clínico ou oncologista para uma avaliação detalhada. >
No caso de doenças silenciosas, a persistência na busca por ajuda especializada é, muitas vezes, o fator decisivo para um tratamento eficaz.>